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Terapia Floral e Câncer - 01
A Terapia Floral como apoio ao paciente em tratamento do câncer. 01
Magda Spalding Perez - Espec. Terapia Floral - FACIS/IBEHE
=========== CONTINUAÇÃO = ESSÊNCIAS INDICADAS ESTÃO NA PARTE 2 DA MONOGRAFIA - ACESSE SEÇÃO FLORAIS - ===============
PARTE 01
Introdução
O tratamento do câncer, com uso de uma avançada tecnologia da medicina moderna, vem evoluindo com índices de eliminação dos tumores bem mais altos do que em anos passados. Com a precisão dos diagnósticos pode-se notar que a descoberta prematura da doença aumenta as chances de cura do paciente, comparada aos diagnósticos de tumores em estágios mais avançados. Quanto mais cedo a biópsia confirmar a malignidade do tumor, mais fácil será de eliminá-lo.
Mas nem mesmo os mais modernos aparelhos conseguem eximir o paciente dos distúrbios causados pelas modalidades de tratamento apresentadas nos dias de hoje. As crenças negativas da incurabilidade da doença e a dificuldade para suportar seu tratamento fazem do câncer um dos tabus da "morte" vivenciados pelo ser humano.
Nunn, por volta de 1822, declarou que os fatores emocionais influenciam no crescimento dos tumores, apresentando como uma das principais causas a perda. Ele observou que no caso de uma senhora houve a coincidência da "morte do seu marido que causou um choque no seu sistema nervoso. Logo em seguida o tumor desenvolveu-se novamente e a paciente faleceu".
Para Walter-Hyle, 1846, a mente exerce grande responsabilidade no aparecimento desta doença. Pessoalmente ele observou casos nos quais a conexão aparecia de maneira tão clara que... colocar em dúvida esta evidência seria lutar contra o óbvio.
Snow, 1893, em estudo estatístico baseado nos estados emocionais e sua relação com o câncer declara: dos 250 pacientes, internados ou de ambulatório, com câncer mamário ou do útero do London Câncer Hospital, cento e cinqüenta e seis tinha antecedentes muito mais imediatos referentes a problemas, muitas vezes de maneira dramática, como a perda de um parente próximo.
Dethlefsen e Dahlke afirmam que não é preciso vencer o câncer, ele tem de ser compreendido, para que o indivíduo possa compreender a si mesmo. Para eles a doença representa uma grande oportunidade para descobrirmos nossos próprios erros de pensamentos e enganos.
Sendo assim, atribui-se aos fatores emocionais o porquê de alguns portadores de um mesmo tipo de câncer reagirem positivamente frente ao tratamento e, outros, não. Alguns indivíduos, pelo simples fato de saberem que o resultado da biópsia é positivo, entram em desespero e iniciam assim uma decadência em suas vidas que muitas vezes, em pouco tempo, torna-se fatal. Outros, que apresentam diagnósticos de cura quase nulos, suportam o tratamento e engajados na vontade de viver surpreendem médicos e familiares.
Neste trabalho, através de estudo bibliográfico, pretende-se enfocar a importância do apoio emocional ao paciente portador de câncer, através de relatos, pesquisas, dados estatísticos e o estudo de fatores psicológicos, emocionais e sociais.
Verifica-se que o câncer surge de um crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos podendo espalhar-se para outras regiões. As diversas modalidades de tratamento têm o intuito de aumentar a curabilidade de um tipo específico de câncer e, se possível, elevar a chance de conservação do órgão inicialmente envolvido.
O tratamento do câncer, quer seja por radioterapia, quimioterapia ou cirurgia, é drástico e negativo e, em geral tem efeitos colaterais desagradáveis. As crenças negativas que envolvem esta doença indicam geralmente uma expectativa de morte. Se partirmos do princípio de que as expectativas influenciam o resultado final, então a maneira de enfrentar o tratamento pode ser uma influência bastante negativa.
Para Gerber, nossos corpos sutis de energia desempenham importante papel na manutenção de nossa saúde e uma das maneiras de corrigir estas disfunções nos corpos sutis é a administração de doses terapêuticas de energia sutil de freqüências específicas na forma de remédios vibracionais.
Partindo da idéia de que o portador de câncer necessite de equilíbrio nos corpos sutis para manter sua saúde física, pretende-se, neste trabalho, através de estudo bibliográfico, verificar a possibilidade das Essências Florais contribuírem com o paciente em tratamento, com a função de oferecer-lhe um bem-estar para lutar pela vida e suportar as dores físicas e emocionais que surgem ao longo desta caminhada.
I. Câncer
1. Conceito de Câncer -
Para conceituar o Câncer é preciso falar do seu desenvolvimento.
Segundo SIMONTON e CREIGHTON (1987), muitas pessoas que já perderam algum ente querido de câncer ou ouviram falar nos horrores da doença, pensam que se trata de um invasor poderoso capaz de destruir o corpo. Na verdade, a biologia celular nos diz que o oposto é o verdadeiro, pois uma célula cancerosa é uma célula fraca e confusa.
Um câncer inicia com uma célula que contém informações genéticas incorretas de modo que se torna incapaz de cumprir as funções para as quais foi designada. Provavelmente tenha recebido informações incorretas por ter sido exposta a substâncias nocivas ou químicas, ou por ter sido prejudicada por fatores externos, ou ainda porque, durante o processo de reprodução de bilhões de células, o corpo produzirá ocasionalmente uma imperfeita. Se essa célula reproduz outras células com a mesma construção genética incorreta, então um tumor se forma, composto de uma massa dessas células imperfeitas. Normalmente, as defesas do corpo e o sistema imunitário reconhecem estas células e as destroem ou, o que acontece é que elas são cercadas, para que não se alastrem.
Nas células malignas, mudanças celulares suficientes acontecem para que elas possam reproduzir-se rapidamente e se introduzam no tecido adjacente. Enquanto nas células normais há uma espécie de "comunicação" entre elas para evitar que se reproduzam de forma abundante, as células malignas são desorganizadas e não reagem à comunicação das células vizinhas e começam então a se reproduzir de forma desordenada. As células defeituosas, o tumor, podem iniciar um bloqueio no bom funcionamento dos órgãos do corpo, ou por aumentarem a ponto de exercer pressão física sobre outros órgãos ou, ainda, por haverem substituído um número de células saudáveis não permitindo que este órgão tenha um bom funcionamento.
Segundo Dr. DEL GIGLIO (1999) para entender o câncer é necessário abordar alguns conceitos básicos de biologia celular.
As células são constituídas de uma membrana plasmática que a separa do meio externo. A membrana plasmática permite que a célula tenha uma composição diferente das de seu exterior, que é básico para o seu funcionamento. Através da membrana plasmática, sinais de fora da célula são transmitidos para o seu interior, ocasionando transformações intracelulares necessárias a sua sobrevivência. No núcleo da célula, que também se separa do citoplasma por uma membrana denominada clarioteca, está o material genético. Esse material está disposto em 23 pares de estruturas filamentosas , chamados cromossomos.
As células de um organismo são organizadas em tecidos que, por sua vez, compõem os órgãos como o coração, o pulmão, o estômago, etc...
Mesmo num organismo adulto já formado existe renovação celular constante da maior parte de seus tecidos. O processo de morte celular e substituição por novas células é altamente organizado, de tal maneira a que tão logo o número de células jovens atinja o número de células que morreram, e que serão substituídas, o processo cesse. Evita-se assim que um número excessivo de células se acumulem, distorcendo a formação original do tecido.
Podemos agora entender o câncer, neste contexto, como uma alteração do processo de morte e/ou proliferação celular que gera um desequilíbrio favorecendo o acúmulo desordenado de células. Esse acúmulo progressivo de células dá origem a um tumor capaz de gerar sinais e sintomas que caracterizam o paciente com câncer.
Surge então o questionamento de como uma célula normal sob a ação de agentes carcinogênicos, conhecidos ou não, transforma-se numa célula maligna.
Uma das principais características dos tumores é a passagem dos caracteres associados à malignidade para as células que deles se originam.
Durante o processo de divisão celular, de alguma maneira, essa informação passa através do material genético transmitido de uma célula para as suas células-filhas. Certamente temos de assumir que, em um determinado instante da carcinogênese, aconteceu alguma alteração no material genético de uma célula e esta alteração foi suficiente para caracterizarcomo maligna à célula que à albergou, e, posteriormente, foi transferida para a sua progênie.
Em concordância com o acima exposto, ao analisarmos vários tipos de tumores e nos concentrarmos em seus cromossomos (estudo citogenético), observa-se freqüentemente que vários tumores têm alterações citogenéticas. É interessante que muitas dessas alterações ocorrem em mais de uma célula, o que torna improvável a sua ocorrência ser devida ao simples acaso. Algumas dessas alterações citogenéticas são encontradas em pacientes diferentes com o mesmo tipo de tumor, sugerindo que essas alterações possam, por si mesmas, gerar ou participar do processo maligno.
Conforme o CENTRO DE TRATAMENTO E PESQUISA DO HOSPITAL DO CÂNCER A.C. CAMARGO (1999) para se entender o câncer, precisamos entender o processo de desenvolvimento celular de um determinado animal, o homem, que se inicia no momento da fecundação do óvulo pelo espermatozóide, dando origem à célula-ovo.
Esta única célula contem, em seu núcleo, toda a informação genética necessária para o desenvolvimento e funcionamento do novo ser. A informação genética está armazenada no DNA genômico , sob forma de cromossomas. A informação genética é determinada pela combinação de quatro bases nitrogenadas que constituem o DNA e são conhecidas pelas letras A, T, C e G.
As seqüência dessas bases no RNA serão decodificadas, dando origem às proteínas que são responsáveis pelas atividades metabólicas e estruturais das células.
Para a síntese das proteínas, cada combinação de 3 bases nitrogenadas no RNA representam um (1) aminoácido específico. Assim, pelo fluxo da informação genética, a seqüência de bases no DNA é quem determina a seqüência de aminoácidos na proteína.
A célula-ovo, por divisões sucessivas, vai dar origem a todas as células que compõem o indivíduo, passando por complexos processos de diferenciação, para formar os diferentes órgãos, e exercer as mais variadas funções metabólicas do organismo.
O aparecimento de células diferentes, capazes de executarem diferentes atividades metabólicas é um reflexo direto da ativação/expressão de diferentes genes. Assim, células do fígado ou do intestino vão possuir diferentes partes do genoma ativadas, além daquelas expressas em qualquer célula, dando origem a proteínas que só estarão presentes em um destes dois órgãos. Desta forma podemos entender que, apesar de no indivíduo, diferentes células exercerem atividade metabólica diferentes, elas ainda permanecem idênticas no que se refere ao conteúdo genético do seu DNA. Sendo diferentes apenas nas porções ativas do seu genoma.
No decorrer da vida, o DNA sofre alterações denominadas de mutações, causadas por erros que ocorrem durante a duplicação do DNA, necessária para a divisão celular. O aparecimento de mutações no DNA ocorre em todos os seres vivos, um processo que é fundamental para a evolução e diversidade das espécies. Muitas destas mutações não implicam em mudanças detectáveis na atividade metabólica, e passam desapercebidas.
Outras mutações podem determinar a morte celular, e por conseqüência, também não são detectáveis. Apenas um pequeno número de mutações que ocorrem em genes específicos podem determinar vantagens e um crescimento desordenado das células.
Os chamados agentes mutagênicos que vão alterar a seqüência das bases no DNA, aceleram o aparecimento de mutações e, por uma questão de estatística, podem aumentar a freqüência do aparecimento de mutações que estão associadas ao desenvolvimento dos tumores.
Com o passar das divisões, uma célula poderá acumular mutações que, se em número elevado, poderá determinar a perda do controle de sua divisão, determinando assim o aparecimento do câncer ou tumor.
Para o INCA / MINISTÉRIO DA SAÚDE (1999) câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.
2. Possíveis causas do câncer -
Para Dr. DEL GIGLIO (1999), existem vários tipos de câncer. Os diversos tecidos que compõem cada órgão podem dar origem a diferentes tipos de tumores. Existem, portanto, diferentes causas para cada tipo de tumor convertendo assim o estudo das causas do câncer ( etiologia) em uma área extremamente complexo.
A simples observação dos efeitos da radiação sobre uma dada população serve como exemplo de uma das causas de surgimento de um determinado tipo de câncer. Pode-se comparar e contrastar a incidência de diversos tipos de Leucemia na população japonesa sobrevivente, que vivia próximo as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki, com a de outras populações não-expostas a essas explosões. Constata-se, assim, que, excetuando a leucemia linfóide crônica, houve um aumento da incidência de leucemias na população em questão, o que provavelmente se deve a radiação. Da mesma forma, o fumo é uma das principais causas do câncer de pulmão, a falta de fibras na dieta como possível causa do câncer de intestino, etc... Assim, como fruto de observação e comparação de populações e indivíduos com diferentes níveis de exposição a certos agentes, descobrimos algumas causas do câncer.
Exemplos: Por agente químico -Hidrocarbonetos aromáticos policíclicos- Tabaco (Câncer no pulmão). Por radiação - Raios ultravioletas (Câncer de pele) – Por vírus – Epstein Barr (Linfoma).
Na realidade, nenhum desses elementos por si só, é uma explicação suficiente do por que alguns contraem câncer e outros não.
3. Clonalidade dos tumores - Metástases -
Segundo Dr. DEL GIGLIO (1999), a maior parte dos tumores parece se originar de uma só célula maligna, pois todas as células que os compõem parecem ser muito semelhantes no ponto de vista morfológico e molecular. Os tumores são monoclonais, ou seja, representam um único clone de células originado de uma só célula primordial. No entanto, sabe-se que mesmo células de um tumor monoclonal podem apresentar diferenças biológicas.
As leucemias são exemplo de tumores que já estão sempre disseminados pelo corpo por ocasião de seu diagnóstico. Esses tumores das células sangüíneas brancas por estarem no sangue, são espalhados por todo o organismo. Outros tipos de tumores se iniciam em um órgão e gradativamente crescem, invadindo estruturas vizinhas. Simultaneamente ao seu crescimento, as células do tumor se desprendem do mesmo e ganham a circulação linfática e sangüínea podendo então crescer em outros órgãos, originando a metástases. As metástases são, portanto, tumores que se assemelham ao tumor originário, porém, em órgão distantes do mesmo. Para ocorrer o processo metastático, é necessário que as células consigam deixar o tumor primário e, através de substâncias liberadas pela célula tumoral, digerir as estruturas que as separam dos vasos linfáticos e capilares sangüíneos. Mesmo assim, ainda não está garantido o sucesso do processo metastático. É necessário também que a célula tumoral consiga se localizar e crescer em um órgão distante. Células tumorais oriundas de um mesmo tumor primário exibem diferentes afinidades pelos diferentes órgãos do corpo.
É através do estudo do processo metastático que seguramente se contribuirá para o tratamento do câncer, pois se conseguindo interferir com o alastramento de tumores, diminuirá em muito as conseqüências dessa doença.
4. Nomenclatura dos Tumores -
Conforme DR. DEL GIGLIO (1999), tumores benignos são geralmente bem diferenciados. Suas células são maduras e em muito se assemelham às células normais do tecido do qual eles se originaram. O crescimento dos tumores benignos é geralmente lento e suas margens são bem delimitadas, às vezes pela presença de uma capsula que os separa dos tecidos sãos adjacentes. Os tumores benignos não dão origem a metástases. Os tumores malignos geralmente têm células menos diferenciadas e, portanto, imaturas ( anaplásicas ), que pouco lembram o tecido que os originou. Diz-se que suas células são mais atípicas e têm ritmo de crescimento mais rápido que aquele atribuído aos tumores benignos. Os tumores malignos, ao crescer, geralmente infiltram os tecidos sãos subjacentes de forma irregular e podem se espalhar para outros órgãos (metástases). Sendo assim percebe-se que são várias as características que devemos levar em consideração para estabelecer se um tumor é benigno ou maligno.
5. Diagnóstico do câncer - Biópsia -
Para Dr. DEL GIGLIO (1999) o tumor só adquire importância na medida em que surge alguma queixa do paciente (sintoma) ou em algum achado anormal durante um exame médico de rotina (sinal). Nem sempre há sintomas ou sinais de câncer; porém, um exame de laboratório demonstra uma anormalidade como, por exemplo, um aumento do número de células brancas do sangue (leucócitos) em uma hemograma, permitindo suspeitar do diagnóstico de uma leucemia. Por vezes, o tumor é achado ocasionalmente quando um médico ao pedir uma tomografia computadorizada para visualizar melhor um órgão defronta-se com um tumor em outro, ainda em fase assintomática.
Os sintomas constitucionais, como perda de peso, sudorese noturna e febre induzida pelo tumor, por exemplo, são indicadores do impacto da presença do câncer no organismo como um todo. Esses sintomas são gerados pela liberação, pelo tumor, de substâncias químicas (citoquinas) que, por sua vez, provocam a febre (interleucina 1) e o emagrecimento (caquectina ou fator de necrose tumoral). Geralmente, pacientes portadores de sintomas constitucionais tem tumores mais avançados.
Existem os sintomas de natureza localizatória, que denunciam o foco de acontecimento tumoral. A análise integrativa dos dois tipos de sintomas mencionados permite, então, intuir-se a origem e o impacto do tumor sobre o organismo.
Segundo Dr. DEL GIGLIO (1999), a biópsia é o exame fundamental para diagnóstico do câncer. Sem ela não há diagnóstico de câncer. Há uma tendência de atribuir-seà biópsia hipoteticamente uma especificidade de 100% e, quando representativa do tumor em questão, uma sensibilidade de 100%. Ou seja, se há certeza que o material obtido para exame veio do tumor em questão, e é de qualidade adequada para o exame anatomo-patológico ( tamanho, condições de preservação, etc..), considera-se que o material é representativo. Nessas condições, cre-se axiomaticamente que, se o processo for meoplásico, a biópsia certamente o revelará (alta sensibilidade) e se for um processo não-neoplásico a biópsia também eliminará essa possibilidade ( alta especificidade). Assim sendo, todo e qualquer exame potencialmente desenvolvido para diagnóstico do câncer terá de ser comparado previamente a sua utilização com a biópsia. Portanto, como a biópsia é o melhor exame para diagnóstico de câncer e o parâmetro com o qual todos os demais exames diagnósticos têm de ser comparados, é impossível auferir sua sensibilidade e sua especificidade, que são axiomaticamente assumidas como 100%.
Pode-se obter o resultado de uma biópsia imediatamente durante o ato cirúrgico, quando o conhecimento da presença ou não de um tumor maligno pode influenciar a escolha de uma abordagem cirúrgica diferente. Isto acontece de forma comum durante a investigação de tumores de mama. Nesses casos, o cirurgião primeiramente extrai a área suspeita e submete-a ao patologista para exame no decorrer do ato cirúrgico. Como o material tem de ser cortado em finíssimas fatias para o exame microscópico, o patologista enrijece o material por meio de um rápido congelamento ( biopsia de congelação ). Após congelar um fragmento e cortá-lo, rapidamente o patologista observa os detalhes mais grosseiros da estrutura microscópica do tumor e, se o que for visto for suficiente para diagnóstico, ele poderá dizer se estamos diante de um tumor maligno ou não.
Se for afirmado o diagnóstico de malignidade ela biópsia de congelação, o cirurgião pode concluir a cirurgia de forma adequadamente ao diagnóstico de malignidade, por meio de uma retirada total da mama (mastectomia) ou parcial (segmentectomia). Parte do material será enviada para processamento convencional, tendo em vista que o processo de congelamento freqüentemente distorce os tecidos analisados. Esse processo se inicia pela fixação do material, para evitar que a morte do tecido distorça a sua arquitetura. O material é então incluído em um bloco de parafina a fim de ser cortado e corado para exame ao microscópio óptico pelo patologista que só nesse momento poderá dar um laudo definitivo, confirmando ou não o laudo da congelação. O processo convencional geralmente demora 24 horas.
Assumindo que o material é representativo e adequado e que se está diante de um processo neoplásico, o próximo passo é a identificação do tumor em questão, sua caracterização como benigno ou maligno e, finalmente, um estudo detalhado do material, para identificar a profundidade que o tumor atingiu e se há envolvimento de outras estruturas, como linfonodos e órgãos adjacentes (estadiamento patológico).
6. Abordagem psicológica do Câncer -
SIMONTON e CREIGHTON (1987, p.58), fazem uma abordagem psicológica do câncer no livro Com a vida de novo, descrevendo que a conexão entre o câncer e os estados emocionais já vem sendo observada há mais de 2000 anos. De fato, o que é novo é a separação entre o câncer e os estados emocionais. O médico Galen já dizia, há quase 2000 anos, no segundo século d.C., que as mulheres deprimidas tinham mais tendência ao câncer do que as de natureza mais animada e bem-dispostas. Gendron, em um tratado escrito em 1701, sobre a natureza e as causas do câncer, citou a influência das "desventuras da vida que trazem problemas e infelicidades".
Burrows, em 1783, fez uma declaração com uma descrição antecipada de estresse crônico, atribuindo a doença às "paixões desenfreadas da mente que afetam o paciente durante um longo tempo". Numm, por volta de 1822, no texto por ele escrito Câncer de Mama, declarou que os fatores emocionais influenciavam o crescimento de tumores.
Em 1846, o Dr. Walter-Hyle Walshe declarava em seu livro A Natureza e o tratamento do câncer, que:
Muito já foi escrito em relação à influência exercida pela miséria mental, mudanças bruscas de estilo de vida e estados de espírito melancólicos na predisposição ao aparecimento de tecido canceroso. Se dermos crédito a vários autores que já discursaram sobre o assunto, trata-se da causa mais importante da doença...Podem ser observados fatos convincentes sobre a responsabilidade da mente no aparecimento desta doença.
Em 1865, o Dr. Claude Bernard escreveu um artigo considerado clássico, A Medicina Experimental onde ele chama atenção para o fato de que o ser humano deve ser considerado como um todo harmônico. Mesmo sendo necessária uma análise estanque das partes do nosso corpo para um exame mais específico, as relações entre as diferentes partes devem ser levadas em consideração.
Em 1870, Sir. James Paget expressou sua convicção de que a depressão tem um papel vital no aparecimento do câncer. Ansiedade profunda, esperanças desfeitas e desapontamentos são seguidos rapidamente pelo crescimento e aumento do câncer comprovando que a depressão mental seja um aditivo importante a outras influências que favorecem o desenvolvimento de uma disposição cancerosa.
O primeiro estudo estatístico baseado nos estados emocionais e sua relação com o câncer foi feito em 1893 por Snow e sua conclusão foi que:
De todas as causas do processo canceroso, sob vários aspectos diferentes, agentes neuróticos são os mais poderosos. Dos considerados mais freqüentes, a perturbação mental é a que mais se vê; trabalhos pesados e privação são os que vêm em segundo lugar. Trata-se de causas diretas que tem uma predisposição importante em relação ao desenvolvimento do que vem em seguida. Os idiotas e lunáticos são pessoas que, de maneira admirável escapam desta forma de doença.
Um dos mais completos estudos sobre os estados emocionais e o câncer foi relatado no livro A Psychological Study of Cancer, escrito em 1926 pela Dra. Elida Evans, psicanalista junguiana, com uma introdução escrita pelo próprio Carl Jung. Ele diz que achava que Evans havia resolvido muitos dos mistérios do câncer - incluindo as razões por que a evolução da doença nem sempre podia ser prevista e por que a doença pode, às vezes, voltar após anos sem qualquer sinal dela, e também por que se trata de uma doença associada à sociedade industrial. Evans chegou a conclusão de que muitos pacientes cancerosos haviam perdido, pouco antes do aparecimento da doença, um ente querido.
LeShan é o teórico mais importante sobre a vida dos pacientes cancerosos. LeShan identificou os mesmos componetes típicos na vida de mais de 500 pacientes cancerosos com quem trabalhou. Outros estudos confirmaram a descrição feita por LeShan a respeito da dificuldade que experimentam muitos pacientes com câncer para expressarem seus sentimentos negativos e a necessidade de parecerem sempre "bondosos" para as outras pessoas, entre eles Dr. D.M. Kissen, E.M. Blumberg e Dr. B. Klopfer.
Segundo DETHLEFSEN e DAHLKE (1983, p.233), para entender-se o câncer é muito importante que se raciocine em termos analógicos. É preciso plena consciência do fato de que toda entidade perfeita que percebe-se ou defini-se é por um lado parte de um todo maior e, ao mesmo tempo, compõe-se de todos menores. Todo Ser é parte da raça humana, e ao mesmo tempo forma-se de órgãos que não só fazem parte de um ser humano, como simultaneamente são feitos de uma multiplicidade de células, as quais por sua vez são partes do próprio órgão. A raça humana espera que cada Ser se comporte da melhor forma possível como indivíduos a fim de servir ao desenvolvimento e a sobrevivência da humanidade como um todo. Cada um espera que seus órgãos funcionem com perfeição no interesse de sua sobrevivência como ser humano. E o órgão espera que suas próprias células cumpram seu dever no que se refere a sua sobrevivência.
O Câncer não é um acontecimento isolado que só aparece nas formas cancerosas; ele é igualmente encontrado com freqüência em processos bastante diferenciados e inteligentes que também dão trabalho aos homens em outros âmbitos da vida. No caso de quase todas as outras doenças vemos uma tentativa do corpo para lidar com a dificuldade funcional através da adoção de medidas adequadas. Se tem sucesso, falamos em cura ( que pode ser mais ou menos perfeita). Se o corpo não tem êxito e seus esforços para debelar a doença são frustrados, falamos em morte.
No câncer o corpo assiste como um número crescente de suas células mudam de comportamento e, através de uma participação ativa, iniciam um processo que por si mesmo não leva a nenhum resultado, mas que de fato descobre seus limites no esgotamento do hospedeiro ( solo nutritivo). A célula cancerosa não é algo que vem de fora, pondo em risco o organismo; ela é uma célula que até então estava servindo ao órgão e assim atendia ao organismo como um todo proporcionando-lhe a melhor chance de sobrevivência possível. Mas, subitamente, sua orientação se modifica e ela abandona a identificação comum. Inicia-se um desenvolvimento e a concretização de objetivos próprios sem a mínima consideração pelas demais células. Ela encerra sua função específica dentro de um órgão, e coloca seu próprio desenvolvimento em primeiro plano. Ela não se comporta mais como um membro do ser vivente multicelular, porém regride a um nível primitivo de existência, como célula isolada na evolução histórica. Rompe sua união com a comunidade celular e a partir daí, espalha-se com rapidez e indiferença através de uma divisão caótica, desrespeitando os limites morfológicos (infiltração), e construindo por toda parte seu ponto de apoio (metástases). O que sobra da comunidade celular da qual se exclui é usado como um anfitrião que lhe dá de comer. As células cancerosas se multiplicam e crescem tão rapidamente que os vasos sangüíneos não são mais capazes de manter um suprimento adequado de sangue.
Este processo de autodisseminação das células cancerosas acaba se detendo depois de terem devorado a pessoa que usaram como fonte de alimentação. Por fim, as células cancerosas atravessam uma dificuldade com o suprimento nutritivo. Mas até esse momento seu comportamento é brindado pelo sucesso.
A célula cancerosa tem argumentos tão válidos como o homem, só que seu ponto de vista é outro. Ambos querem viver e concretizar seus desejos de liberdade e seus interesses. Para tanto, ambos estão dispostos a sacrificar um ao outro. O homem passa por cirurgias e faz aplicações de quimioterapia e radioterapia contra as células cancerosas até onde puder – mas, se elas vencerem, sacrificam o homem. Trata-se do antigo conflito da natureza comer ou ser comido. É claro que o homem vê a indiferença e a desconsideração das células cancerosas e também sua falta de visão; será que ele também vê que se comporta exatamente do mesmo modo, que tenta assegurar sua sobrevivência, usando dos mesmos meios.
Não é em vão que tantos sofrem de câncer na época atual e que o fato de combatê-lo por todos os meios obtém tão pouco êxito ( pesquisas feitas pelo médico americano Dr. Hardin B. Jones constataram que a expectativa dos pacientes de câncer que não se submetem a tratamento parece ser maior do que as que se tratam! ). O Câncer é uma expressão da época moderna e da nossa visão coletiva do mundo.
O lado racional do homem é como a célula cancerosa. O homem expande-se de forma tão rápida e bem sucedida que também mal pode enfrentar os problemas de abastecimento. Os sistemas de comunicação, embora espalhados pelo mundo inteiro, ainda impedem a comunicação com os parceiros e vizinhos. O homem facilidades, mas não sabe o que fazer com elas. Produz e destrói substâncias alimentícias apenas para manipular seus preços. Pode viajar pelo mundo inteiro, e mesmo assim não se conhece. A filosofia atual só admite um objetivo: crescer e progredir. Trabalha-se, faz-se tantas experiências e pesquisas com tudo, para quê? Em nome do progresso! E qual será o objetivo desse progresso? Ainda mais progresso! A humanidade está envolvida numa viagem sem rumo. É por isso que tem de estabelecer continuamente novos alvos para não se desesperar. A célula cancerosa não pode simplesmente segurar uma vela para iluminar a cegueira e a miopia da humanidade contemporânea. Visa-se apenas a expansão econômica, usa-se o meio ambiente como fonte alimentar e anfitrião e, atualmente, consta-se surpresos que a morte desse hospedeiro implica na própria morte. Os homens contemplam o mundo como um grande seleiro: as plantas, os animais, as matérias-primas. Tudo existe unicamente para que os homens possam se espalhar de forma indiscriminada e ilimitada sobre a terra.
De onde os homens que se comportam dessa maneira tiram a coragem e a ousadia para se queixarem do câncer afinal, ele não passa de um espelho que mostra seu comportamento, seus argumentos e o fim de seu caminho.
Não é preciso vencer o câncer ele tem de ser compreendido, para que também o homem compreenda a si mesmo. Mas os homens sempre quebram seus espelhos quando a imagem não os agrada. O Câncer representa uma grande oportunidade para descobrir os próprios erros de pensamentos e engano.
Enquanto o EU se esforçar para alcançar a vida eterna, ele fracassará tal como a célula cancerosa. A morte provocada pela célula cancerosa do organismo significa também a sua própria morte tal qual a morte do meio ambiente incluiria a morte do homem. Tanto a célula cancerosa quanto o homem acreditam num exterior independente. Essa crença é fatal. O antídoto para ela chama-se amor. O amor torna o Ser perfeito, visto que abre as limitações e permite a entrada do outro para que haja uma união. Quem ama não coloca o próprio EU em primeiro plano, mas vive uma grande totalidade. Quem ama sente o que acontece a pessoa amada como se acontecesse consigo mesmo. O câncer não mostra o amor vivido; o câncer é um amor distorcido! O amor supera qualquer barreira e limitação. No amor se unem e se fundem todos os opostos. Amar é tornar-se uno com o todo, o amor se expande para tudo e não se detém diante de nada. O amor não teme a morte, amar é viver. Quem não viver este amor na consciência corre o risco de ver seu amor vincular-se a materialidade, tentando neste âmbito fazer valer as leis que regem o câncer. A célula cancerosa vence todas as fronteiras e limites, eliminando a individualidade dos órgãos.
O Câncer é o amor num nível equivocado. A perfeição e a unicidade só podem ser concretizadas na consciência, não na matéria, visto que a matéria é a sombra da consciência. No mundo transitório das formas o homem não consegue concretizar aquilo que pertence a um âmbito eterno. Apesar de todo o esforço dos reformadores do mundo, nunca haverá um mundo perfeito, sem conflitos e sem problemas, sem atritos e sem lutas. Nunca haverá pessoas sadias sem doenças e morte, nunca haverá o amor todo-abrangente, já que o mundo das formas vive das limitações. No entanto, todos os objetivos podem ser concretizados- por cada um e a qualquer tempo – quando a pessoa conseguir enxergar através das formas e tornar-se livre em sua consciência. No mundo polarizado, o amor leva ao apego; na unidade, ele leva ao transbordamento. O câncer é o sintoma do amor mal compreendido. O câncer só sente respeito pelo amor verdadeiro. E o símbolo do amor perfeito é o coração. O coração é o único órgão que não pode ser atacado pelo câncer.
II. Modalidades terapêuticas para tratamento do câncer -
Segundo Dr. DEL GIGLIO (1999), o tratamento do câncer pode envolver várias modalidades terapêuticas diferentes, como a quimioterapia, a cirurgia, a radioterapia, a hormonioterapia e a imunoterapia. Pode-se utilizar apenas uma modalidade, como o uso exclusivo de quimioterapia, em alguns casos. Cada vez com maior freqüência, no entanto, as diversas modalidades são integradas, aumentando a curabilidade de um tipo específico de câncer e, se possível, elevando a chance de conservação do órgão inicialmente envolvido.
Lamenta-se que freqüente tumores não sejam curáveis com as modalidades terapêuticas hoje em uso. Algumas explicações para a incurabilidade de certos tumores residem em sua pequena quimiossensibilidade intrínseca ou por terem adquirido resistência à quimioterapia. Certos tumores não são removíveis por completo por uma cirurgia e podem também ser radioresistentes.
Para informações sobre os tópicos abaixo, contatar magdaperez@terra.com.br
1. Princípios de quimioterapia - ....
2. Mielossupressão: ....
3. Imunossupressão: ....
4. Reações cutâneas: ....
5. Toxidade cardíaca: .....
1.2. Resistência à quimioterapia - ....
2. Princípios de radioterapia - ....
2.1. Toxicidade da radioterapia - ...
1. Reações precoces: ...
2. Reações tardias: ....
3. Princípios da cirurgia oncológica - .....
4. Hormonioterapia -........
5. Imunoterapia -......
6. Terapia Complementar -
Conforme Dr. DEL GIGLIO (1999, p.125), estima-se que 33% da população americana usou, pelo menos, uma forma de medicina alternativa. E em 1990, nos EUA, ocorreram aproximadamente 425 milhões de visitas a profissionais com aplicação de métodos não-convencionais, atingindo um custo aproximado de 10 bilhões de dólares
Seguramente, na área oncológica, a utilização de métodos alternativos é também freqüente. Estima-se que em cerca de 30% dos pacientes portadores de Neoplasias empregam-se meios alternativos de tratamento.
Os tratamentos não-convencionais podem ocorrer em qualquer tipo de combinação temporal com os tratamentos tradicionais.
Os tipos de tratamento não convencionais empregados variam muito, não se podendo tecer nenhuma generalização quanto aos tipos de enfoque que os mesmos apliquem ao tratamento oncológico. Exemplos destes tratamentos incluem ervas, tratamentos espirituais, por manipulação, vacinas, outras substâncias biológicas (cartilagem de tubarão), etc....
A escolha do tratamento alternativo é também influenciada por sua credibilidade, conhecimento e aceitabilidade cultural para uma dada comunidade. Daí os diferentes tipos de tratamentos não-convencionais utilizados em distintas regiões de um país e no mundo.
A eficácia desses tratamentos é muito questionável, por não ter sido aplicada ainda na maioria dos casos, uma metodologia precisa para a análise de seus resultados.
Desconhecemos também a base racional desses tratamentos à luz dos conhecimentos científicos atuais. Isto é, geralmente não se encontra ao se argüir esses tipos de métodos terapêuticos, nenhum rigor científico que os conduza a publicações de resultados em veículos reconhecidos e respeitáveis de difusão da informação oncológica.
Logo, é necessário que estudos sejam idealizados e conduzidos para que se possa testar esses tratamentos alternativos com grupos de pacientes comparáveis não submetidos a eles. assim, seriam controladas as diferenças das possíveis causas que pudessem, porventura, explicar os episódios de atividade destes tipos de tratamentos em um contexto verdadeiramente experimental.
Para que cheguemos a esse estágio, onde as técnicas alternativas de tratamento sejam comparadas às convencionais em um contexto experimental, devemos contar com a colaboração dos profissionais que aplicam essas técnicas não- convencionais.
Se o conhecimento científico objetivar a busca da verdade, qualquer atividade terapêutica de um método alternativo que ocorra e que possa ser reprodutível seguramente terá interesse para estudo mais aprofundado.
Dadas as implicações sociais e econômicas da medicina alternativa, o National Health Institute dos Estados Unidos já constituiu um grupo para estudar, de maneira científica, alguns destes métodos não convencionais.
O que é profundamente condenável é que, na impossibilidade de curarmos alguns casos, pacientes sejam vítimas de campanhas mercadológicas que visam unicamente ao lucro e, por conseguinte, dilapidam o que resta dos, já exauridos, patrimônios destes pacientes. Recomendamos, portanto, aos pacientes que, antes de iniciar um tratamento alternativo:
1. Indague por provas materiais da eficácia desses tratamentos para quem os aplique;
2. Solicitem esclarecimentos quanto à natureza exata da medicina prescrita. Alguns desses medicamentos podem ser tóxicos ou mesmo conter quimioterápicos convencionais;
3. Investiguem qual é a expectativa de melhora ou cura que se pode esperar com o tratamento;
4. Indaguem quais os sinais ou sintomas de melhora ou piora que podem ser esperados durante o tratamento e como será feita a monitoração destes efeitos;
5. Perguntem qual é a possibilidade do profissional de métodos não-convencionais de entrar em contato e discutir sua proposta terapêutica com o oncologista responsável pelo caso.
Esperamos que, com o resultado de estudos bem conduzidos, algumas das idéias propostas da MEDICINA ALTERNATIVA possam motivar novas linhas de investigação científica para beneficiar pacientes com câncer.
Idéias e métodos alternativos que passarem pelo crivo e estudos bem conduzidos poderão, então, contribuir para o avanço da ciência e aqueles que não forem aprovados nestes estudos poderão ser abandonados.
Assim como os demais tratamentos complementares, mencionados pelo Dr. Del Giglio, a Terapia floral também pode auxiliar o paciente em tratamento do câncer, cabendo a cada paciente procurar terapeutas qualificados, que se enquadrem numa ética profissional e tenham como objetivo facilitar, através da aplicação de essências, a passagem por esta adversidade chamada câncer. Juntos, terapia complementar e medicina tradicional devem buscar a tentativa de cura do paciente e, principalmente, o seu bem-estar durante o período que necessitar passar pelo tratamento.
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