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COLUNISTA JULIA ROSA
SEM MEDO DE AMAR
O medo de dar o primeiro passo nos impede de desfrutar possibilidades. Às vezes temos de ser arrojados e nos propor a sair da zona de conforto. Por que não nos espalharmos pelo mundo á procura do amor, ao invés de limitar nossa visão ao “tem que ser da minha cidade”. O limite somos nós que damos. É nossa ausência de covardia, é a capacidade de acreditar em nosso merecimento e de atingirmos um sólido estado de amorosidade, capaz de vencer barreiras. Quaisquer que sejam elas. As primeiras são as que se instalam em nossas cabeças e em nossas células.
Que tal fazermos uma profunda limpeza na nossa condição amorosa. Limparmos nossa vida de todos os ranços do passado e nos colocarmos de braços abertos para o que tiver de vir. Há pessoas que passam por nossas vidas só para levar-nos até a rodoviária. Outras se instalam pela vida toda. Há casamentos que duram dois anos, já outros duram vinte, quarenta, sessenta. Todos foram casamentos que deram certos. Cada um deve orgulhar-se de sua própria história amorosa. Mesmo quando temos que finalizar uma relação em favor de nós mesmos, por certo aquela união traçou sua parábola no tempo e possivelmente tenha ornamentado nossa essência.
O que quero dizer, é que não existe fórmula certa para uma relação bem sucedida. Ás vezes, passamos muito tempo avaliando a pessoa poderíamos estar amando. È a busca do fechar treze pontos e quando fechamos, não acendeu a luz. E daí? Não temos o controle de nada, pois são infinitas as possibilidades, daí porque ampliar nosso olhar. Se estivermos em estado de enamoramento nossa energia se estende e chega ao outro. Nosso olhar fica surpreendentemente emocionante e se faz sentir. Um amor que modifica o olhar do outro sobre o mundo, um amor que alivia o estado de se sentir só. Um amor que não tem medo de sofrer, que tem coragem de lutar contra tudo que os separa, que não tem medo de se expor.
Feliz de quem pode dizer sou tudo o que sou porque você me amou. E ainda que a presença não seja constante colocar-se em estado de amorosidade e respeito é mantê-lo vivo. Pois o amor é assim, uma constante incerteza: se é a pessoa certa, se vai me amar para sempre... Não posso livrar você de seus problemas, mas posso lhe dar o que de mais forte e verdadeiro existe em mim, que é o grande amor que sinto por você. Estou sendo guiada pelas rédeas desta paixão. Quero transpor as barreiras e fazer parte da sua vida. Estou afinada, apenas, com o que sente meu coração. Quero ouvir tua voz, sentir teu perfume, teu calor aconchegante, fazer confidências sem receio.
E assim, imagens se formam em minha cabeça e ainda que eu não tenha mais dezessete anos, sinto o amor como uma adolescente. E isso é tão curador.
Amor Verdadeiro
Amar implica em ter vínculo emocional, ser capaz de receber o comportamento amoroso do outro e alimentar os estímulos sensoriais necessários para a sua manutenção. O amor entre um homem e uma mulher é revestido de atração física e pede que o relacionamento seja erótico, sensual e sexual.
Quem pratica este amor entrega-se a relação abrindo prazerosamente mão de coisas para a satisfação do ser amado. Investe e cuida constantemente do relacionamento. Valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projetos compartilhados. Este amor demanda movimento e crescimento pessoal, se constrói cotidianamente e traz inúmeras compensações.
A intimidade deste amor propicia o alimento de forças e energias, sobretudo quando são servidas as iguarias da inteligência, do afeto e do contato físico caloroso. A verdadeira intimidade é um ato de oferta integral, na qual os dois formam, por vezes, um mundo fora do mundo, tão completa é a integração. Viajam (mergulham) por prazer e chegam a um profundo enriquecimento interior.
Aqui, neste tipo de amor, não se luta por vitória nem por igualdade, mas por uma respeitosa convivência onde as diferenças são interpretadas como necessárias no processo de amadurecimento da relação. Não se pode confundir este amor com nada que não tenha as mesmas características. O amor fraternal é de outra natureza.
O que mantém um relacionamento amoroso vivo é o seu potencial de fomentar o crescimento conjunto em todos os planos. O verdadeiro amor expande e libera a melhor e mais genuína parte de quem somos, portanto, sem relacionamento profundo não somos nada, pois só podemos saber quem realmente somos através da convivência com o outro que vai nos servir de espelho.
São precisos enfim, abertura, flexibilidade e coragem para manter viva a alegria de viver. Este tem sido o meu convite, porque este é o amor da inteireza e não da fragmentação. Este é o amor que temos de sentir, é o amor que temos de devotar ao outro que assim como nós tem direito a felicidade. Uma pessoa inteira não reconhece alguém fragmentado, e não a reconhecendo, não se entrega, sob pena de fragmentar-se também.
Julia Silveira

Julia Rosa da Silveira é Terapeuta naturalista, consciencial, integrativa e vibracional. Diagnóstico através de mapa natal, tarot e radiestesia. Recomendações de florais de acordo com a sintonia energética do cliente.
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